Momentos DipnLik

A ajudinha de Dipnlik para uma criança

de: Marcelo Costa
Foi uma feliz descoberta na minha vida! Meu nome é Mirella e sou a mais nova de 3 irmãos, chamada de “finzinho do tacho”, porque meus pais me tiveram já com certa idade, então tenho uma grande diferença dos meus irmãos mais velhos. Por isso, apesar de solteira, o que mais tenho é sobrinho! É uma dúzia, certinha. Mas a gente sempre tem um mais chegado e neste caso é a Miguel, o meu xodó. O que vou contar fala de uma época difícil, quando o Guelê (é o apelido dele) ficou bem doentinho. Foi tão sério que minha irmã teve de sair da sua cidadezinha, ali do sul de Minas Gerais, para acompanhá-lo para tratamento médico em São Paulo. Como vivo na cidade grande e estava de férias, adoro tanto essa irmã como o meu xodózinho, invesati meu tempo para apoiá-los. 

Tive de ser forte, porque minha irmã ficou bastante triste com a situação. Num belo dia, desanimada, ela veio se queixar que o Guelê não queria comer nem tomar o remédio e que ainda chorava e esperneava quando via as enfermeiras. Encarnei a tia durona e fui tentar convencer o danado. Mas aí desarmei, quando vi sua carinha triste. Ele precisava mesmo é de mais atenção e carinho para poder superar essa fase e a mãe estava quase um trapo. Conversando e tal, chegou o almocinho do nosso paciente. Ele fez birra e cara de choro, mas aí me lembrei de que tinha um dos meus doces favoritos na bolsa. Falei “Guelê, olha só o que a dindinha (sou madrinha dele também) trouxe para você”. E completei: “mas isso é o seu prêmio, se você comer e deixar a moça de branco cuidar de você. Tem de tomar o remédio direitinho também, pra poder brincar lá fora, de novo!” E aí comecei a chupar um DipnLik, ao mesmo tempo que o tentava com o acúçar cristalizado colorido do envelopinho. “Se você não comer tudo, nem vai sobrar DipnLik pra você”, finalizei.

Não deu outra! Ele sorriu e disse: “de verdade, dindinha?” Repliquei: “hummm, acho que aqui temos um menino muito bonito e comilão. E que vai tomar o remedinho dele direito... Acertei?” Ele me olhou com a expressão mais marota do mundo e começou a comer tudo, vorazmente, para ganhar o confeito. E aí passei a comprar DipnLik todos aqueles dias, para animá-lo. Ele se divertia muito comigo e experimentávamos o granuladinho doce um do outro, na maior lambança. Sabe como é moleque, né? Que farra gostosa, nem parecia mais hospital! O clima triste foi passando, ele foi se recuperando e hoje, na lembrança dele, ficou só o DipnLik. Ah, se você soubessem o quanto sou grata ao meu docinho de infância!  Agora, em casa, é só DipnLik para a criançada! E Guelê está aí para provar. Olha só a força do chute na bola!